quarta-feira, 28 de outubro de 2009

GLOSSÁRIO DA AVIAÇÃO.


Alguns termos técnicos do mundo da aviação. Clique em "Mais informações" para acessar o glossário.

Flaps, Slats - partes móveis na asa do avião. (by Lito's Library)

Pessoal, mais um assunto interessante que resolvo trazer do blog Aviões & Músicas:

Então você está confortavelmente em seu assento ao lado da janela, de onde pode apreciar a asa do avião e de repente ouve um barulho de serra elétrica vindo da parte de baixo do piso e algumas coisas começam a mexer e sair de dentro da asa! O que seriam essas coisas e para que serviriam?
Essas coisas são chamadas de “dispositivos hipersustentadores”, os que ficam na parte de trás da asa se chamam Flaps e os que ficam na parte da frente se chamam Slats. Eles têm a mesma finalidade (aumentar a 
sustentação do avião) mas atingem o objetivo de maneira diferente. Vou tentar explicar simplificadamente, se é que se pode simplificar essa equação:
5030d5d778d58197ffff94299ea815b5 onde:
L é a sustentação, ρ é a densidade do ar, V é a velocidade da aeronave no ar, S é área da asa e CL é o coeficiente de sustentação.
Ok, não precisa decorar isso pra entender!! rsrs, mas percebam por essa fórmula que se aumentarmos a área da asa, nós aumentamos a sustentação. Ou, para mantermos a mesma sustentação aumentando a área da asa, podemos diminuir a velocidade em relação ao ar!
Eureka! Então basta aumentar a área da asa que o avião vai se sustentar melhor e todos os problemas estarão resolvidos, certo? Pior que não… ao aumentar a área da asa, proporcionalmente aumentamos o arrasto também, seria como ter uma jamanta na rodovia ao invés de um aerodinâmico fusca.
Então para resolver o dilema os engenheiros pensaram, pensaram e pensaram e conseguiram descobrir uma maneira de aumentar a área da asa somente quando o avião mais precisa: Na decolagem (pouca velocidade) e na hora do pouso (aumento de arrasto para diminuir a velocidade). E como se aumenta a área da asa? Através dos Flaps e dos Slats!! Veja a foto abaixo:

444px-wingslat600pix
Percebam pela foto o quanto a asa aumenta quando estas superfícies estão estendidas! Logo, voltando a nossa equação lá de cima, com a área da asa maior, podemos ter mais sustentação com menos velocidade, exatamente o que precisamos na hora da decolagem. Percebam também, que há uma separação entre o SLAT e o bordo de ataque da asa, essa “fenda” é de extrema importância para que durante a decolagem seja possível ter mais ângulo de ataque (ou seja, o avião pode elevar mais o nariz para cima) com menos velocidade, mantendo a camada limite do ar “colada” na asa por mais tempo (sem turbilhonar) o que também diminui o arrasto e aumenta a sustentação. Basicamente e simplisticamente é isso..rs

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

I Seminário Nacional de Gestão e Segurança no Transporte Aéreo

No próximo mês, Floripa sediará o I Seminário Nacional de Gestão e Segurança no Transporte Aéreo e ocorrerá no Centro Sul nos dias 07 e 08 de novembro de 2009. O evento que possibilitará uma ampla discussão sobre os novos rumos da Aviação Civil, tendo como focos, além da Gestão e Segurança, as Perspectivas Econômicas, o Turismo Regional Brasileiro e as Inovações Tecnológicas na Aviação. Poderão se inscrever gestores, empresários e demais interessados no assunto.O Seminário contará com a participação de palestrantes de nível nacional e internacional, que abordarão temas do interesse de todos que direta ou indiretamente se preocupam com a Qualidade e a Gestão de Segurança Operacional na Aviação Civil, além de expositores no local para divulgação e comercialização de seus produtos.
Acesse: http://otte.ispeople.org/seminario2009.html para mais informações.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

TAM recebe certificação da Anac para manutenção de aviões Boeing 767


O Centro Tecnológico da TAM, unidade de negócios de MRO (Maintenance, Repair and Overhaul), acaba de ser certificado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para realizar a manutenção de aeronaves Boeing 767. Essa é a primeira homologação da TAM para a estrutura completa (exceto motores) de aeronaves Boeing.
"Já estávamos autorizados a trabalhar com componentes tanto do B777 quanto do B767, além de fornos e radomes dos B737. Com a nova homologação, poderemos estender esses serviços e realizar os checks C e D nos B767", afirma Ruy Amparo, vice-presidente de MRO da TAM. "É uma importante conquista para a TAM, pois poderemos ampliar ainda mais o leque de serviços do Centro Tecnológico no que diz respeito a aeronaves Boeing", acrescenta.
A TAM já está certificada pelas autoridades aeronáuticas dos Estados Unidos (Federal Aviation Administration - FAA), da Europa (European Aviation Safety Agency - Easa), do Brasil (Anac) e de diversos países da América do Sul, para realizar todas as grandes manutenções programadas (checks C e D), exceto motores, em aeronaves Airbus A318/319/A320/A321 e A330, tanto de sua frota como de terceiros, além de aviões Fokker-100.
Desde janeiro de 2007, a TAM possui a certificação Iosa (Iata Operational Safety Audit), o mais completo e aceito atestado internacional em segurança operacional. A auditoria Iosa engloba mais de 950 requisitos em oito áreas operacionais de uma empresa aérea, incluindo engenharia e manutenção de aeronaves, entre outras.
Instalado na cidade de São Carlos, no interior do Estado de São Paulo, o Centro Tecnológico da TAM ocupa uma área própria de 4,6 milhões de metros quadrados. Além dos hangares para manutenção, o complexo abriga oficinas para a revisão de mais de três mil componentes aeronáuticos.
fonte: Revista Aviação - por Pablo Ribeira (link matéria)

Leitura rápida...

Caution Warning!!!
A rotina da equipe de manutenção de aviões...


O piloto torce o nariz e, no fim do vôo, aponta no diário de bordo a pane surgida. Ela não permitirá que a aeronave decole enquanto não for sanada.

Mas a aeronave tem que decolar, avião não é feito para ficar no chão. Quando fica “groundeado” é triste de ver, a máquina precisa e quer voar. Entra então em ação a manutenção, em um misto de técnica e de intuição apurada. Existem mecânicos que, misteriosamente, olham para uma pane e, com um raio-x (só pode ser), dizem taxativamente para abrir a janela de inspeção,que algo anormal será encontrado, mesmo que todos digam que não pode ser lá que algo estranho está a cheirar. Com a experiência nas veias dizem o que deverá ser realizado para solver o problema.

Dizem ainda que duas cabeças devem pensar melhor que uma. Por isso, quando em duplas a manutenção deve agir de forma harmônica e única, debatendo e às vezes ‘brigando’ de forma a aceitarem as sugestões mútuas, empregando, assim, o remédio correto prescrito no Manual de manutenção, sempre tomando o cuidado de não deixar que o horário da decolagem e a pressa sobreponham a segurança de vôo.

Por isso preceitos básicos como o atento seguimento dos procedimentos estabelecidos são necessários, pois do contrário quando menos se esperar algo será esquecido. Um duplo-check pedido a um parceiro é extremamente bem-vindo, pois, acostumamos com a cena da atividade e aquele algo de ‘diferente’, acaba passando por despercebido aos olhos do executante o que é mais difícil de ocorrer a quem, não estando na mesma atividade, olha com a vista descansada, conferindo involuntariamente.

Atividade terminada, kit de ferramentas completo, teste operacional OK, assinatura no papel. Pronto. A aeronave na rampa para o próximo vôo.
Full Power!!! Rotate!!! Sai do chão. É agora que o trabalho é posto à prova, os trens guardam... não houve falhas pois não são sequer admitidas. Continua subindo. Vai proporcionar mais um negócio fechado, mais uma viagem a algum paraíso ou uma saudade deixada ou a ser resolvida no destino.

Dizem que avião no ar, mecânico no bar... mas como a jornada não acabou, tem mais algumas panes para serem exterminadas no restante da frota, que também quer voar.

Li este texto no excelente site www.airline.com.br - texto de Rafael Peres

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

SENAI/SC São José abre turmas para pilotos.








Todos sabemos que, ao natural, voar ainda é uma exclusividade dos pássaros. Pois bem, o homem criou diversas maneiras de invadir os céus. Inventou o avião, o helicóptero, o pára-quedas, a asa delta, o foguete espacial, entre outros equipamentos, e mudou a forma de vencer distâncias, de se sentir livre, de ver o mundo. No entanto, para satisfazer o desejo de tirar os pés do chão firme, é preciso informação, treinamento, prática e, claro, uma licença, algo que só um curso de pilotagem pode fornecer. Algo fora do alcance de grande parte dos interessados. Mas, ao contrário do que pensa a maioria, essas aulas não estão mais ao alcance apenas dos muito ricos.

Popularizar a prática do voo com qualidade na formação e com mensalidades plenamente acessíveis é uma das metas do curso de piloto privado que o SENAI/SC – São José iniciará no próximo mês. A instituição, que já conta com o Curso Técnico de Manutenção de Aeronaves, extremamente elogiado por todas as parcelas do setor aéreo, agora amplia seu nicho de formação de mão de obra qualificada com a implantação de cursos de piloto de avião e de helicóptero, incluindo os cursos de piloto privado, civil e IFR. No SENAI/SC São José, onde a parte teórica do curso será ministrada, o aluno contará com uma estrutura ímpar, a mesma que os alunos do curso de mecânico de avião já contam. Já a parte prática do curso será realizada em parceria com o Aeroclube de Santa Catarina, situado em São José. 

O curso de piloto privado, por exemplo, terá turmas de segunda a sexta e turmas de sábado, com duração máxima de seis meses (parte teórica). A parte teórica inclui as cinco matérias tradicionais: meteorologia, regulamento de tráfego aéreo, navegação aérea, conhecimentos técnicos e teoria de vôo; e ainda, as disciplinas que serão inseridas futuramente pela ANAC nas avaliações: medicina aeronáutica, segurança de vôo e regulamentação da aviação civil. Feito o teste físico, o aluno já poderá iniciar, paralelamente, as aulas práticas. Concluídas as 35 horas de vôo regulamentares, é realizada uma prova prática com um “checador” homologado pela ANAC. Se for aprovado, o aprendiz ganha o brevê de piloto privado, que lhe permite voar com aviões monomotores sobre regras de vôo visual (rios, campos etc). Porém, para explorar a atividade comercialmente, ou se tornar instrutor, o aprendiz terá de fazer o curso de piloto comercial. Nesse caso, o curso prático consiste de 150 horas de vôo, além da parte teórica, que o SENAI/SC São José também formará turmas em breve.
     Finalizando, lembremos que a ANAC está fomentando o setor de qualificação de mão de obra com a implantação de bolsas de estudos. Isso é de grande valia para os interessados em ser piloto, pois boa parte das horas de voo  poderá ser custeada pelo governo; justamente a parte mais custosa em termos financeiros da formação de um piloto.

* Para maiores informações sobre os cursos do SENAI/SC, acessem www.sc.senai.br ou liguem para (48) 33819200 ou 33571750.

* A homologação dos cursos foi publicada no Diário Oficial da União do dia 09/10/2009, seção 1, página 26 (link para o DOU).


Aeroporto de Joinville: 80% da vegetação foi cortada, mas árvores ainda atrapalham aviões





A Prefeitura e a Empreiteira Calb garantem que 80% das árvores na cabeceira do Aeroporto de Joinville estão cortadas. Mas, para quem olha os poucos aviões que estão usando a pista, parece que pouca coisa mudou. A vegetação no entorno do rio Cubatão não está mais lá. O problema é que muitas árvores — as mais altas — continuam no mesmo lugar. 



Ainda não há prazo para a realização de nova inspeção da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no local. O superintendente Sérgio Santiago Ribeiro explica que é necessário que mais de 90% da vegetação seja cortada para o pedido ser encaminhado. É essencial ainda que o lado esquerdo da cabeceira 33, que está nas margens do rio Cubatão, tenha sido completamente limpa.

— Precisamos que o trabalho esteja quase pronto para agendar a data, porque a Anac virá imediatamento após a solicitação. E assim corremos o risco de não conseguirmos a liberação — explica.

Segundo o gerente-administrativo da Empreiteira Calb, Francisco Zermiani, o trabalho continua normalmente. A parte da cabeceira 33 já está liberada. O prazo para o corte das árvores, que ocupam uma área de 117 mil metros quadrados, é de 30 dias trabalhados. Faltam pelo menos dez dias para o período acabar. A pista de 1,6 mil metros teve de ser encurtada em 330 metros na cabeceira para os pousos e 240 metros para as decolagens.

Por medidas de segurança, a Anac cancelou quatro voos. Na última segunda-feira, devido ao horário de verão, a Gol reativou dois voos. Um é o que sai de Joinville às 18h35. O outro decola de Congonhas às 17h05. Já o voo noturno da TAM continua suspenso. Outra medida preventiva é não permitir pousos e decolagens em dias chuvosos.

Fonte: Jornal A Notícia - 21/10/2009

Celular perdido leva companhia a desmontar avião e atrasar vôo

Um avião com destino à Grã-Bretanha ficou parado na Espanha depois que uma passageira deixou cair seu telefone celular em um escoadouro para ventilação de ar, levando a companhia aérea a desmontar parcialmente a aeronave.

A passageira deixou cair seu celular durante o pouso do avião no aeroporto de Murcia, no sudeste da Espanha, no último domingo. Como estava ligado, os coordenadores da companhia aérea, Jet2, se recusaram a permitir a saída da aeronave antes que o aparelho fosse encontrado.

Passageiros que deveriam embarcar para a cidade de Newcastle, na Inglaterra, tiveram de esperar três horas enquanto os engenheiros desmontavam a área do cockpit e os assentos da frente do avião.Após o incidente, a companhia agradeceu a paciência dos clientes e atribuiu a necessidade de atrasar o vôo aos procedimentos de segurança.

"Sem dúvida houve o inconveniente de esperar até que recuperássemos o telefone, mas celulares ou outros aparelhos de comunicação ligados têm de ser removidos da aeronave a fim de garantir o maior nível de segurança para os nossos passageiros", disse um porta-voz da companhia.
"Gostaríamos de lembrar a todos os passageiros que não liguem seus telefones antes de chegar ao terminal do aeroporto".

Fonte: BBC Brasil, 21/10

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O mercado de manutenção de aeronaves "deve/pode" crescer.

Pessoal, leiam a postagem no blog "Aviões e Músicas" (um blog sensacional e muito bem administrado pelo amigo "virtual" Lito.). Notícia excelente para aqueles que escolheram a área para se profissionalizar. Contudo, mesmo com sinais de que haverá um crescimento na demanda por vagas de mecânico, é de extrema importância que o estudo seja levado a sério e com qualidade. E isso não depende SÓ da instituição de ensino, mas também do aluno.
Avante companheiros, que o mercado da manutenção nos espera.

Azul fecha contrato de manutençao de motores CF34 no valor de US$ 1 bilhão


A Azul Linhas Aéreas Brasileiras S.A. firmou um contrato de serviços OnPointSM para a manutenção, reparo e revisão geral de motores CF34-10E da sua frota de 36 aeronaves e mais quatro aeronaves arrendadas, todas estas do modelo EMBRAER 190/195. O contrato está avaliado em aproximadamente US$ 1 bilhão. O trabalho de MRO (manutenção, reparo e revisão geral) será realizado nas instalações da GE Celma em Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro.