sexta-feira, 28 de maio de 2010

ENSAIOS NÃO DESTRUTIVOS - Um pouco sobre os END.

Os Ensaios Não Destrutivos - END são técnicas não intrusivas para determinar a integridade do material, peça ou estrutura, ou para medir quantitativamente uma dada característica de um material; ou seja, inspecionar ou medir sem danos, daí a noção de não destrutivo. END tem o mesmo significado de NDI (Nondestructive Inspection) ou NDT (Nondestructive Testing).
*** Só para constar. Assim como os ensaios não-destrutivos, existem os ensaios destrutivos, onde a peça ensaiada não tem mais condições de retornar à operação. Aproveita-se apenas o resultado do ensaio para a confecção e análise de futuras peças que estão ou entrarão em operação.
Bom, voltando aos END, eles constituem uma das principais ferramentas do controle de qualidade de materiais e produtos, contribuindo para garantir a qualidade, reduzir os custos e aumentar a confiabilidade da inspeção. São utilizados na fabricação, montagem, inspeção em serviço e manutenção, sendo largamente aplicados em soldas, fundidos, forjados, laminados, plásticos, concreto, entre outros, nos setores petróleo/petroquímico, nuclear, aeroespacial, siderúrgico, ferroviário, naval, eletromecânico e automotivo.
Os END incluem métodos capazes de proporcionar informações a respeito do teor de defeitos de um determinado produto, das características tecnológicas de um material, ou ainda, da monitoração da degradação em serviço de componentes, equipamentos e estruturas. Os métodos mais usuais de END são: ensaio visual, líquido penetrante, partículas magnéticas, ultra-som, radiografia (Raios X e Gama), correntes parasitas, análise de vibrações, termografia, emissão acústica, estanqueidade e análise de deformações. (para continuar lendo esta matéria clique em "MAIS INFORMAÇÕES")

Para obter resultados satisfatórios e válidos, os seguintes itens devem ser considerados como elementos fundamentais para os resultados destes ensaios:
·      Pessoal treinado e qualificado;
·      Procedimento qualificado para conduzir o ensaio;
·      Equipamentos devidamente calibrados;
·      Normas e critérios de aceitação perfeitamente definidos
Em face da complexidade em manter todo o avião em condições de realizar vôos a todo momento com índice de falhas zero, os ensaios não destrutivos são largamente utilizados na indústria aeronáutica. Existem diversos métodos de inspeção que são aplicados em função do tipo de material inspecionado, dos esforços gerados sobre ele e dos tipos de descontinuidades passíveis de serem detectadas pelo método. Vejamos alguns dos principais mais utilizados:


a) Ensaio Visual é o método mais básico e comum de inspeção, pois é a utilização da visão humana, com ou sem o auxílio de aparelhos;




b) Ensaio por Ultra-Som Monitoramento do comportamento de ondas de ultra-som em um material;

c) Ensaio por Partículas Magnéticas Monitoramento do campo magnético residual de peças ferromagnéticas;

d) Ensaio por Radiografia Monitoramento do comportamento de ondas radiológicas em um material;

e) Ensaio por Correntes Parasitas (Eddy Current) Monitoramento do comportamento de correntes elétricas residuais em um material;


f) Ensaio por Líquidos Penetrantes Monitoramento do comportamento de um líquido na superfície de um material;
g) Ensaio por Termografia Monitoramento da distribuição de temperatura em um material;
h) Ensaio por Análise de Vibração Monitoramento dos harmônicos de vibração existentes em um material;
i) Ensaio por Análise Espectrométrica Monitoramento do comportamento do espectro de difusão de luz em um material no estado líquido;


Bom, tanto para os atuais mecânicos como para os futuros (como eu), interessante seria fazer cursos de END em instituições especializadas e homologadas. Profissionais com esses cursos encontram maiores oportunidades no mercado de trabalho da aviação. Para quem quiser saber mais sobre este tema, podem acessar um dos seguintes sites abaixo:
http://www.abende.org.br/
http://www.ifi.cta.br/

2 comentários:

José Carlos Fernandes Pereira disse...

Excelente artigo Heinz! Parabéns mais uma vez.

Heinz Burda Filho disse...

opa... valeu amigo Fernandes.
Abraço,