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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Frenagem com arame de segurança.

Caros colegas, todos que fazem um curso de manutenção aeronáutica se deparam um dia com a aula (prática) de como se fazer uma frenagem de um parafuso e/ou porca.
Tá beleza, mas depois desse aula, os alunos só voltarão a fazer isso quando entrarem numa empresa... certo????
Pois bem, trago aqui 3 vídeos sobre o tema para todos irem relembrando.

Abaixo, esses dois vídeos em inglês (vá treinando!!!! rsrsr) sobre técnicas de "Lockwire". Sensacional os dois vídeos. 
"Aluno de manutenção que se preze, já deve sair da escola usando o arame de freno para limpar os dentes". (hehehe).
Quem quiser se aprofundar mais nos estudos e saber onde está a regulação dessas técnicas, CLIQUE AQUI e leia o AC 43-13 1B, que é o "papa" para muitas técnicas de reparação na manutenção aeronáutica.
Observações pertinentes:
- existem outros métodos de frenagem (contrapino, arruelas/porcas autofreno etc)
- cuidado com a geração de F.O.D.s durante a utilização.
- isso é o tipo de coisa que quanto mais prática, melhor.
- alguns acidentes podem ocorrer, como por exemplo, um arame desses, entrar debaixo da sua unha (uhuuu).
- cada mecânico possui uma técnica "sua" e que a acha "a melhor" para fazer "o freno".

segunda-feira, 18 de abril de 2011

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Orgão australiano ATSB divulga aviso de risco presente nas turbinas CFM56-6 e CFM56-7

Desgaste prematuro em turbinas CFM gera notificação aos operadores
O orgão australiano responsável pela fiscalização do meio aeronáutico,"The Australian Transport Safety Bureau",(ATSB), notificou os operadores sobre um problema que estaria ocorrendo com as turbinas da CFM International, modelos CFM56-6 e CFM56-7. As turbinas aludidas, estariam apresentando um desgaste prematuro que poderia causar a falha dos equipamentos.
O ATSB anunciou que "desejava alertar todos os operadores das turbinas CFM56-7 e CFM56-5 e suas variantes, quanto aos problemas de segurança de voo, identificados em uma investigação", informou o órgão em uma recomendação por escrito.
O ATSB declarou:"Os operadores devem estar cientes do risco potencial de desgaste prematuro de componentes dentro do compressor das turbinas,o que em assumindo uma determinada intensidade, poderia acarretar na falha das mesmas durante o voo. Alertamos ainda que o desgaste poderá ocorrer em um prazo menor que o prazo mínimo esperado para a primeira inspeção." E vai além:" Os operadores deverão revisar seus procedimentos visando garantir uma conscientização apropriada dos problemas por parte do pessoal de manutenção."
A turbina CFM56 equipa aviões Airbus A320s e Boeing 737s.
Investigação
O ATSB iniciou a investigação, após um incidente ocorrido em 20 de agosto de 2009, no qual esteve envolvido um Boeing 737-800 da Virgin Blue, matrícula VH-VOC, que foi obrigado a retornar ao aeroporto em Launceston, por causa de um problema com um dos compressores que acabou por danificar o motor esquerdo da aeronave.
Em ingles, o órgão explicou da seguinte maneira, a ocorrência:
"The compressor surge and damage to the left engine was the result of advanced variable stator vane bushing/shroud wear, which caused a seal retainer to dislodge from the inner shroud segment and move into the compressor gas path."
"The liberated seal segments then progressed downstream, causing significant damage to the remaining stages, resulting in loss of compressor efficiency."
O ATSB informou que a fabricante das turbinas divulgou vários boletins às operadoras, enfatizando a necessidade de inspeção. ( on-wing borescope inspection to look for inner shroud and j-hook wear).
A CFM International divulgou os números das peças que deverão ser substituidas para eliminar a causa do problema, informou o ATSB.
Como consequência, o ATSB considerou que as medidas visando a segurança tomadas pela CFM International, atendem adequadamente às necessidades do momento.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

TURBINAS - noções básicas



Turbinas são dispositivos utilizados na transformação de energia cinética de um fluído (ar pex) em trabalho, sendo esse trabalho visto com a rotação de um eixo. O movimento rotativo desse eixo pode ser utilizado para diversas funções, tais como: girar um gerador elétrico, um outro dispositivo mecânico, como um compressor ou um conjunto de engrenagens ou uma ventoinha, dentre outros.

No nosso caso, a turbina de um motor a reação tem como principal objetivo girar um conjunto de compressores, caixa de acessórios, hélice, rotor e “fan”. Logicamente o dispositivo que irá receber esse movimento é determinado pelo tipo de motor que estará instalado no equipamento em questão.
Se o motor estiver em uma aeronave de asas rotativas podemos afirmar que a turbina ou as turbinas do reator tem como objetivo girar o rotor principal e o de cauda, além da caixa de acessórios e compressores.
Já no caso desse reator ser um Turbofan, podemos dizer com convicção que as turbinas irão girar “fan”, compressores e caixa de acessórios.
Em um Turbojato a turbina tem como solicitação girar compressores e caixa de acessórios apenas. Nos reatores equipados com hélices a função das turbinas, além de gerar movimento na caixa de acessórios e compressores, é de garantir movimento à hélice.

Ao contrário do conceito popular de turbina para aeronaves, temos que ter consciência de que uma turbina nada mais é do que um componente de um reator e não o reator como um todo. Devemos também ter em mente que a turbina não tem como função ajudar na geração de empuxo através da aceleração de gases de escape, pelo contrário, ela retira energia desses gases para transformá-la em movimento.
O número de eixos, consequentemente o de turbinas, varia de acordo com o tipo de motor, motores com altas razões de compressão normalmente utilizam dois eixos que impulsionam os compressores de alta e baixa pressão, e com isso temos turbinas de alta e baixa pressão.
Nos motores de alta taxa de derivação podemos encontrar um estágio de pressão intermediária entre compressores de baixa e alta pressão, com isso mais um modulo de turbinas se faz necessários, tornando dessa forma, esse, um motor de eixo triplo.
Em motores nos quais retiramos torque para efetuar o vôo usa-se o artifício da utilização de uma turbina completamente independente das outras que compõe o motor, não tendo conexão mecânica alguma com qualquer outro eixo do motor. Sua conexão é feita com o restante do motor através de acoplamento aerodinâmico, ou seja, passagem de gases de escape, ficando a cargo dessa turbina livre dar movimento aos rotores de um helicóptero ou a uma hélice, nesse caso com um controle muito melhor de sua velocidade, já que essa não interfere na geração de energia do motor.

Uma roda de turbina, ou turbina, como é normalmente chamada, é formada por duas partes, o disco de turbina e a palheta. A palheta pode ser fixada ao disco por diversas formas as mais comuns são: martelagem, soldagem, rebitagem ou ainda por uma trava de retenção.

A ligação da palheta ao disco é feita pela raiz da palheta, os tipos mais comuns de raiz são: bulbo, rabo de andorinha (“dovetail”) e pinheiro.

As turbinas podem ser classificadas como: impulsivas, reativas e impulso-reativas. Vejamos um pouco de cada:

Turbina Reativa ( ou de Reação): 

Na turbina de reação, a passagem entre as aletas da estatora é convergente e sua área de entrada é maior do que a de descarga, promovendo a aceleração dos gases que deixam a estatora, o que resulta em diminuição de temperatura e pressão.
Os gases acelerados são dirigidos contra as palhetas do rotor e na passagem através dessas palhetas, sofrerão mudança de direção, surgindo, nas palhetas, uma força de reação (dos gases acelerados contra as palhetas da roda de turbina), que faz a roda girar.


Turbina Impulsiva (ou de Impulsão):

Na turbina impulsiva, aprincipal função do estator é orientar os gases que, ao atravessarem o espaço entre as turbinas, não são acelerados, passando num ângulo apropriado, apenas sofrendo mudança de direção, com o propósito de melhor chegarem às palhetas da roda de turbina, onde são acelerados.
A aceleração dos gases através da roda de turbina origina uma força de impulso que a movimenta. Seu funcionamento é, assim, semelhante ao de uma turbina do tipo Pelton.


Turbina de Impulso-Reação:

Os motores à reação, empregam uma turbina que é usualmente uma combinação equilibrada dos dois tipos anteriores, sendo conhecida como turbina de impulso-reação.
A combinação entre os dois tipos de turbina, para a formação desta, é feita de maneira sucedida, de modo a projetar-se as pontas das palhetas para o máximo de reação e as raízes para impulsão, misturando-as de modo que as devidas características sejam aproximadamente metade impulso e metade reação. O objetivo dessa combinação de tipos de turbina é obter uma velocidade axial do escoamento constante ao longo da turbina.

sábado, 24 de abril de 2010

Simulador de motores para entendimento e estudos.

PESSOAL, CLIQUEM NA FIGURA E COMECEM A "SIMULAR" DIVERSAS VARIÁVEIS NO MOTOR ESCOLHIDO. (precisa ter o programa Java no computador).
Para quem quiser baixar o programa Java, clique aqui.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O perigo das nuvens de cinzas vulcânicas

Entenda os perigos de voar em nuvens de cinzas vulcânicas
Se partículas de cinzas vulcânicas entrarem na turbina de um avião elas se acumulam e entopem o motor com material derretido. Na foto, vulcão em erupção na Islândia, que causou o fechamento dos aeroportos do norte da Europa. [Imagem: NASA]
Entupimento das turbinas
A decisão das autoridades de aviação da Grã-Bretanha de fechar o espaço aéreo do país, nesta quinta-feira, diante da proximidade de uma nuvem de cinzas originada por um vulcão na Islândia, trouxe à tona um perigo relativamente pouco conhecido por passageiros e leigos.
Segundo especialistas, esse tipo de fenômeno é capaz de estragar janelas e estruturas de aeronaves, ou até parar as turbinas dos aviões em pleno voo.
"Se partículas de cinzas vulcânicas entram em uma turbina, elas se acumulam e entopem o motor com material derretido", explicou à BBC David Rothery, especialista em vulcões da Open University.
Fogo de Santelmo
Em um dos incidentes mais dramáticos já registrados, em 1982, um Boeing da British Airways com 263 passageiros a bordo ficou com as turbinas travadas durante vários minutos depois de atravessar uma nuvem de cinzas na Indonésia.
Ao perder altitude e sair da nuvem, o material derretido se condensou e se soltou, e os motores voltaram a funcionar.
Tripulantes e passageiros depois relataram que o avião também ficou cercado de faíscas - por causa do fenômeno conhecido como Fogo de Santelmo -, que as janelas foram atingidas pelo que parecia ser areia e que um forte cheiro de enxofre invadiu a cabine, forçando-os a respirar com máscaras de oxigênio.
Com as vidraças quebradas, os pilotos foram obrigados a aterrissar apenas por instrumentos em Jacarta.
Em 1989, uma aeronave da KLM sofreu problemas semelhantes ao atravessar uma nuvem de cinzas vulcânicas no Alasca.
Fugir das nuvens de cinzas
Segundo Rothery, o incidente resultou em uma mudança nas instruções de emergência para pilotos nestes casos.
"Antigamente, quando os motores começavam a falhar, a prática comum era aumentar a potência. Mas isso só piora o problema das cinzas", explicou.
"Hoje em dia, o piloto desacelera e perde altitude para tentar sair da nuvem de cinzas assim que possível. Uma rajada de ar frio e limpo normalmente é suficiente para limpar e desentupir as turbinas."

Cinzas nas turbinas
Mesmo que não resulte em um incidente grave, a invasão de cinzas em uma turbina faz com que ela seja praticamente inutilizada para futuros voos, de acordo com David Learnout, especialista em aviação do site Flight Global.com.
Em entrevista à BBC Brasil, Learnout disse que isso gera um prejuízo econômico enorme para as companhias aéreas.
"Mesmo que a turbina volte a funcionar, ela perde sua eficiência e passa a gastar muito mais combustível", explicou. "A companhia aérea tem que simplesmente jogar fora esses motores danificados. E o motor responde por um terço do custo de uma aeronave."
Além disso, a maneira como as cinzas atingem o avião altera a forma de todos os seus componentes, segundo Learnout.
Segundo Dougal Jerram, geólogo da Universidade de Durham, as nuvens de cinzas vulcânicas são lançadas na atmosfera após a erupção explosiva de vulcões.
"Se forem lançadas a uma grande altitude, essas cinzas podem chegar às correntes de ar e serem dispersadas pelo resto do planeta, como por exemplo, da Islândia para o resto da Europa", disse. "E é nessas altitudes que os aviões voam."
Fonte: BBC Brasil via site Inovação Tecnológica e Pousada Congonhas

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Um pouco sobre Helicópteros

Dentre os diferentes tipos de asas rotativas, o helicóptero é a aeronave que apresenta os melhores desempenhos para decolagens e pousos verticais, sendo capazes de movimentarem grandes quantidades de carga útil, com relativa economia de combustível. 
Uma coisa é indiscutível; o helicóptero é a aeronave de asas rotativas mais utilizada na aviação. Vamos então, conhecer as principais partes constituintes de helicópteros modernos.

domingo, 4 de abril de 2010

quarta-feira, 17 de março de 2010

Mulheres se destacam na equipe de manutenção da TAM.

ELAS NÃO TÊM MEDO DE COLOCAR A MÃO NA GRAXA.


Lênia Froes, 34 anos, é uma mulher vaidosa, cuida dos cabelos em salão especializado aos sábados e tem como diversão praticar dança do ventre.








Ana Fernandes do Nascimento, 25, também vaidosa, pinta os olhos para ir trabalhar. No fim de semana é goleira de um time de hóquei.

Sílvia Aparecida Lopes, 36, como a maioria das mulheres casadas e que passam o dia no trabalho, usa salto baixo para não machucar os pés quando corre para buscar o filho na escola antes de ir para casa cuidar da da família.

As três passam o dia juntas com uma responsabilidade de dar medo a muito marmanjo. Lênia é eletricista e Ana e Sílvia mexem com motores. Poderiam ser mecânicas comuns, se não fossem especializadas em jatos.

As três fazem parte do quadro de funcionários da oficina da TAM Aviação Executiva no aeroporto de Jundiaí. Cuidam do patrimônio (e da segurança lá em cima) de gente responsável por boa parte do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. “Quando um piloto questiona se foi uma mulher que mexeu no avião dele, finjo que não ouço”, diz Lênia.

Das três (aliás, outras duas mulheres fazem parte do time de mecânicos da TAM em Jundiaí), somente Ana não tem a aviação enrraizada na família. Lênia é filha de um ex-mecânico da Força Aérea norte-americana e Sílvia, irmã de um oficial da FAB (Força Aérea Brasileira).

Ana, a pioneira da família, se interessou pela profissão ao terminar o ensino médio e iria se matricular em um cursinho pré-vestibular para tentar entrar em alguma faculdade de engenharia aeronáutica.

“Mudei de ideia quando vi um anúncio de jornal sobre curso técnico em mecânica de aviões”, afirma.

As três são capazes de montar e desmontar um avião inteiro. Lênia e Ana atualmente estudam para aprender a pilotar.
“Isso será importante para entendermos qual a reclamação do piloto lá em cima”, afirma Lênia.

Secretária pediu para ir à oficina
Sílvia Aparecida Lopes trocou o cargo de secretária executiva da diretoria de uma empresa especializada na manutenção de helicópteros pela oficina da companhia. Hoje, ao invés de saia ou terninho, calça os mesmos sapatos de segurança dos demais mecânicos homens e faz questão de afirmar que nunca deixará sua vaidade feminina de lado por isto.

“Numa transferência na empresa, fiquei mais próxima da oficina, peguei gosto e fui estudar”, explica.

Sílvia está há pouco mais de três meses na TAM. Começa a se familiarizar com jatos executivos, mas para quem até recentemente trabalhava com a complexidade de um helicóptero, já ganhou respeito do restante da equipe.


Mulheres são mais detalhistas
O gerente de manutenção da TAM em Jundiaí, Gílson Burman, acha que a presença de mulheres na oficina fortalece o trabalho da equipe.

“Elas são mais detalhistas, cuidadosas”, afirma. “Mas ainda são poucas, menos de 5% do quadro de mecânicos. Poderia ser mais”, diz.

E são detalhistas mesmo. Lênia decorou sua caixa de ferramentas com pequenos adesivos da personagem Hello Kitty – não dá para confundir seu material com o dos grandalhões da oficina.

Lênia cuida de toda a parte elétrica dos jatos. É responsável, por exemplo, pelo sistema que avisa o piloto sobre a presença de montanhas à frente. E garante nunca ter desistido ao encontrar um parafuso apertado. “É questão de jeito, não força.”

Ana, no dia da entrevista (depois após a derrota do Corinthians para o Santos), evitava falar de um de seus assuntos preferidos com os mecânicos da empresa. “Meu time perdeu.” E lá foi ela voltar para uma de suas turbinas.

Fonte: lido no Blog 12 horas (Agência Bom dia, por Fábio Pescarini)


*** Aqui posto uma foto da aluna Karyna, da turma de Aviônicos do Senai São José/SC. Uma das representantes femininas no curso de mecânico de aeronaves.











segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulheres "graxeiras"!!!!!!!!! Qual o problema???

Nenhum.......


Pode ocorrer algum pré-conceito por parte de alguns marmanjos, mas nunca li nem ouvi casos de preconceito (no sentido pejorativo) contra mulheres na aviação, seja na manutenção ou pilotando aviões.


Na aviação comercial (linha ou hangar), existem duas áreas de atuação na manutenção: Interna/Interiores/Entretenimento (IFE) e Linha (Ramp & Transit) ou Hangar (Heavy). Normalmente há mais mulheres trabalhando na manutenção de IFE e Interna do que na linha/hangar por melhor adaptação ao tipo de trabalho. Mas também há mecânicas de linha que para os trabalhos braçais se utilizam de equipamentos que auxiliam na remoção de equipamentos muito pesados. ("Palavras do meu amigo Lito")


Resumindo, não há qualquer problema na carreira que possa levar alguma empresa a dar preferência para mecânicos homens. As mulheres são e estão capacitadas para qualquer tarefa na aviação. E além do mais, elas trazem um "ar" muito mais agradável ao ambiente.


*** Veja o vídeo abaixo.